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Aluno de escola cearense vence olimpíada internacional de economia na China e dá dica: 'Estudo não precisa ser chato'

Aluno de escola cearense vence olimpíada internacional de economia O estudante Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Inter...

Aluno de escola cearense vence olimpíada internacional de economia na China e dá dica: 'Estudo não precisa ser chato'
Aluno de escola cearense vence olimpíada internacional de economia na China e dá dica: 'Estudo não precisa ser chato' (Foto: Reprodução)

Aluno de escola cearense vence olimpíada internacional de economia O estudante Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia (IEO), disputada em julho, na China, e terminou a competição como o melhor participante. Aluno do 2º ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza, Arthur somou 199,469 pontos, a maior nota geral da competição, e recebeu o reconhecimento de “Overall Winner” (“vencedor geral”). Ao todo, a delegação brasileira conquistou três medalhas de ouro nas provas individuais. LEIA TAMBÉM: Visitas guiadas em cemitério de Fortaleza revelam fatos históricos Brasil se destaca em olimpíada internacional. Arquivo pessoal O caminho até o resultado, porém, foi diferente do de outros estudantes que se destacam em olimpíadas. Em entrevista ao g1, Arthur revela ter sido uma criança que não gostava de estudar. "Às vezes até chorava fazendo as tarefas", relembra. Tudo mudou quando o jovem chegou a Fortaleza em meados de 2017. Natural de São Paulo, Arthur se mudou com a família para o Ceará em busca de mais qualidade de vida. Ao conhecer a Olimpíada Canguru de Matemática, o jovem topou o desafio e passou a estudar com a ajuda do pai, Osvaldo Spuri. O interesse pelos desafios das olimpíadas e a proximidade com o pai durante os estudos fizeram Arthur descobrir que aprender podia ser divertido. "O estudo, em geral, não precisa ser algo chato. Desde então eu sempre tentei participar do máximo possível dessas competições, porque eu me divirto fazendo. Isso também ajuda nessas competições internacionais, porque vejo de forma mais leve. Não fico muito estressado no dia da prova, principalmente porque eu já fiz isso várias vezes". Experiência em competições Estudante brasileiro vence Olimpíada Internacional de Economia. Arquivo pessoal Arthur já participou de cerca de 12 olimpíadas. A mais recente, a IEO, foi realizada entre os dias 12 e 20 de julho, em Shenzhen. Voltada para estudantes do ensino médio, a olimpíada avalia conhecimentos e capacidade analítica nas áreas de economia, finanças e negócios. Cada país é representado por uma equipe de até cinco alunos, selecionados por meio de competições nacionais. O estudante explica que a competição se divide basicamente em duas etapas principais de avaliação: uma prova teórica (com questões objetivas e dissertativas) e uma prova prática. A etapa prática consiste em um estudo de caso, onde as equipes têm uma maratona de 24 horas para desenvolver e apresentar a solução de um problema real; Após as apresentações, os estudantes descansam enquanto os jurados debatem a correção das provas com a banca, finalizando o evento com a cerimônia de premiação. "Eu já estava confiante com respeito ao resultado. Só que era inconcebível para mim ficar em primeiro lugar do mundo. Eu achava que eu ia ficar em, talvez, quinto lugar, porque eu estava competindo com russos, chineses, que são muito fortes. Quando eles me chamaram, me falaram que tinha feito algo que nunca antes tinha sido feito, foi realmente incrível, fiquei muito chocado". Antes de ir à China, Arthur havia conquistado uma medalha de prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada em Bucaramanga, na Colômbia. Segundo ele, estudar para uma competição é completamente diferente (e mais desafiador) do que estudar para uma prova de rotina. Arthur se considera multidisciplinar, o que o ajuda a experimentar desafios em diversas áreas do conhecimento, como matemática, informática, história, português e física. "Acho que na escola normal você vê muito ensino por meio da repetição. Na Olimpíada, é o completo oposto. Você não precisa saber de tanta fórmula, você não precisa decorar tanta coisa. O que é mais importante é você ter o raciocínio lógico necessário para desenvolver as ideias. Isso é uma forma totalmente diferente. Para mim é algo perfeito", comenta o estudante. Brasileiros participaram de olimpíada na China. Arquivo pessoal Os estudos ainda fazem Arthur conhecer diversos locais do mundo, como a própria China, mas também Colômbia, Inglaterra e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. As viagens também ajudam o estudante a ampliar a visão de mundo. Nas competições, ele tem a oportunidade de conversar com pessoas de culturas diferentes e aprender outros idiomas. "Eu gosto muito de conversar com as pessoas sobre como aquela matéria é vista nos países delas. Nessa viagem eu tive muita oportunidade de conhecer pessoas que viam o teste de seleção do Brasil, principalmente para economia, como forma de estudo. O Brasil é referência no cenário internacional e em economia. Isso me deixou muito feliz, ter meu país sendo visto como referência nesse cenário". Arthur deseja estudar no MIT, nos Estados Unidos, e seguir carreira em engenharia, possivelmente nas áreas mecânica ou civil. Depois, pretende fazer MBA e trabalhar no mercado financeiro. No entanto, ele destaca: “Meu maior sonho é olhar para trás, no fim da vida, e ver que fui um impacto positivo no mundo”, afirma. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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